Soraia Chaves deslumbra na passadeira vermelha


Com 26 anos, Soraia Chaves, conquista políticos, dirigentes desportivos, músicos e, claro, colegas de profissão. Na antestreia de “A Bela e o Paparazzo“, o novo filme de António-Pedro Vasconcelos, os elogios atribuídos ao seu talento e às suas curvas ressoaram pelos corredores do Cinema São Jorge, em Lisboa.
“A Soraia está absolutamente excepcional no ecrã, além de ser uma mulher lindíssima”, confessou Rui Veloso.
Rendidos aos encantos da musa inspiradora do realizador português, as figuras públicas soltavam gargalhadas de cada vez que a personagem de Nuno Markl, estreante nestas lides, entrava em cena no filme.
Mário Soares, que admitiu que Soraia Chaves é uma “mulher interessante”, ficou fã do humorista. “Aquela figura, meio filósofo, que quer instaurar a independência numa casa, é um excelente actor”, disse o ex-presidente da República e ex-primeiro-ministro, que foi à antestreia acompanhado pela mulher, Maria Barroso.
Na pele de uma loira, Soraia Chaves é “Mariana”, famosa actriz de novelas, perseguida por um implacável fotógrafo da Imprensa cor-de-rosa, “João” (Marco D’Almeida), com quem acabará por viver uma “acidental” história de amor. Uma realidade que, por vezes, bate à porta dos nossos famosos e nem sempre acaba bem…
“Há revistas que publicam notícias que não me agradam e, quando assim é, telefono imediatamente para as redacções e faço questão de anunciar que, a partir daquele momento, não contam comigo para mais nada. Nem entrevistas, nem fotografias”, desabafou Maria João Luís que, na trama, protagoniza uma “impiedosa” directora, sedenta dos tramas amorosos das estrelas.
“Este filme é inovador dentro do nosso programa cinematográfico”, anunciou Soraia Chaves aos Jornalistas. “Senti que estava a trabalhar com um membro da família, porque o António-Pedro é um realizador excepcional. Dirige-nos com muito cuidado e carinho”, adiantou a actriz, que se divide entre Lisboa e Madrid, onde estuda representação.
A Bela e o Paparazzo
Trailer oficial do filme “A Bela e o Paparazzo” que estreia a 28 de Janeiro de 2010. Uma comédia Romântica de António-Pedro Vasconcelos
A sessão de fotografias de Soraia Chaves
A sessão de fotografias de Soraia Chaves para a Única do Expresso.
Á Conversa com a Soraia Chaves
A ‘Bela e o Paparazzo’ é o novo filme de Soraia Chaves que pode ver a partir de dia 28 de Janeiro nas salas de cinema de todo o país. A actriz, Soraia Chaves, falou sobre esta nova experiência e abriu um pouco as portas do seu lado mais íntimo e pessoal.
Soraia Chaves: “não penso casar nem ter filhos”
Soraia Chaves com 27 anos, um novo ‘bebé’ nas mãos: o filme ‘A Bela e o Paparazzo’, uma comédia romântica de António Pedro Vasconcelos, em que contracena com Marco d’Almeida. O filme estreia dia 28 e espera-se, no mínimo, um êxito como o de ‘Call-Girl’.
Pensou duas vezes quando o António Pedro Vasconcelos a convidou para protagonizar o seu novo filme, ‘A Bela e o Paparazzo’?
Não, não pensei! O encontro com o António-Pedro foi tão feliz no ‘Call-Girl’! Nesse tinha uma personagem fortíssima a nível de guião, com grande profundidade, mas senti-me sempre muito apoiada, porque ele é um realizador que se preocupa muito com a história e tem a atenção muita virada para o actor. Senti-me tão segura com essa experiência, que fiquei agradavelmente surpreendida com este convite (ele já me tinha dito que gostaria de voltar a trabalhar comigo, só que não esperavaque fosse tão rápido). Claro que disse ’sim’.
Qual o maior desafio deste projecto?
Um dos grandes desafios foi ser uma comédia romântica que não é habitual em Portugal. Eu acho que vai divertir as pessoas! A personagem da Mariana é completamente diferente do que tinha feito até agora: é uma actriz de telenovelas, tornou-se numa vedeta e é perseguida pela imprensa cor-de-rosa e, quando começa o filme, está desconfortável no seu papel e com dúvidas existenciais: é como se a vida dela também estivesse a ser ficcionada pela imprensa. Sente que já não tem vida. É impulsiva, capaz de bater e de explodir até que se apaixona por um homem (Marco d’Almeida), mas sem saber que ele é exactamente o paparazzo que a persegue e que escreve aquelas notícias horrorosas sobre ela.
Idenfica-se com a Mariana?
A nível de personalidade, a Mariana não tem nada a ver comigo, mas identifico alguma da sua angústia, apesar dea minha vida nunca ter chegado a esse extremo de exposição mediática:é como se a tivesse de multiplicar por dez. Porque a Mariana entrou no jogo com a imprensa e eu nunca o fiz, porque sou reservada por natureza. Incomoda-me expor a minha vida pessoal.
Pesquisa o seu nome na Internet?
Tenho curiosidade de pesquisar o meu nome , de saber o que se diz do meu trabalho, mas encontro coisas desagradáveis. Porém, criei barreiras, até porque porque o nome de alguns sites - como ‘famosas despidas’, por exemplo - permite adivinhar o que lá está. Prefiro ignorar.
E as críticas sobre o seu trabalho? Como lida com elas?
Tenho curiosidade e receio sobre as críticas e nunca as leio no dia a seguir ao lançamento de um filme. Sou muito exigente e tenho sempre a sensação que está tudo mal. Isso faz-me andar para a frente.
Porque é que tomou a decisão de sair do país e ir morar para Madrid?
Com o filme ‘O Crime do Padre Amaro’ senti que as pessoas faziam um julgamento só com base naquilo e isso era castrador. O que tentei evitar foi manter-me fechada nesta caixa, Ficar aqui, sempre a fazer aquele tipo de filmes. Foi muito importante e revelador porque tive consciência de que aquilo que realmente queria fazer na vida era representar e por isso escolhi ir estudar para o estrangeirto. Neste momento estou a aproveitar o tempo em Madrid para crescer enquanto actriz, tirando um curso, mas não excluo viajar mais e ficar noutro país.
Quais são os seus planos para o futuro?
Nunca faço planos a longo prazo, por isso não penso casar nem ter filhos. Para já, estou concentrada na minha carreira.
Quando era criança, via-se como actriz?
Quando era criança, sonhava com o mundo do espectáculo, que achava fascinante. Queria fazer aquilo! Ou seja representar, dançar, aparecer na televisão. Depois comecei a trabalhar em moda aos 14 e aos 21 queria mudar de vida e investir em algo que me preenchesse. Mas ia a castings para actores e nunca ficava! Pensei então tirar umas aulas e foi então que surgiu a hipótese de ‘O Crime do Padre Amaro’.
Tem muitos cuidados com a aparência
Não sou nem quero ser escrava da minha imagem. Há alturas em que sou mais activa e como melhor, outras em que me apetece comer mais, também o faço. Deixo levar-me pelo meu instinto. Não tenho uma disciplina rígida. Achei fantástico terem eleito a Kate Winslet como a actriz com o melhor corpo, porque tem curvas, é natural! Isso é bom, combate o estereótipo que, para um corpo ser bonito, não pode haver pingo de gordura!
Torna tudo mais fácil o facto de ser bonita?
Quem é bonita tem de dar provas extras, é fácil haver uma certo preconceito em relação às mulheres bonitas. Pode ajudar a lançar uma carreira, mas não aguentá-la. É preciso haver conteúdo e trabalho. Não acredito na beleza por si só!
Calculo que o filme ‘A Bela e o Paparazzo’, como todas as comédias românticas, acabe bem… Acredita na máxima “e viveram felizes para sempre”?
Gosto de acreditar na possibilidade romântica do “viveram felizes para sempre” É bom mantermos vivos o romantismo, apesar de todas as contrariedades do mundo actual.

